segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vamos APOIAR e DIVULGAR...

Ano de Eleições,
será que não conseguimos mostrar que a população, comerciantes e turistas PREFEREM bloquetes que asfalto no paraíso de Visconde de Mauá...



segunda-feira, 30 de abril de 2012

1ª parcial - opinião de 70 comércios (por enquanto)


O Guia/Revista O Melhor de Visconde de Mauá, no seu processo de cadastramento do comércio da região, entrevistou os comerciantes a respeito do calçamento da RJ-151 e do falso Ponto de Informações Turísticas na entrada da Vila de Mauá. APRESENTAMOS os primeiros resultados PARCIAIS da enquete SUA OPINIÃO:

            Cadastros feitos até 27 de abril de 2012.
            Sigo uma metodologia de ENTREVISTAR pessoalmente cada comerciante da região, faço as perguntas e deixo a pessoa livre pra responder ou não a pergunta.
            Muitos me pedem SIGILO sobre sua pessoa com MEDO DE BOICOTES da MAUATUR (que a cada momento me parece mais uma entidade MAFIOSA), vejam minha primeira parcial, agora que chego a uns 25% do meu projeto de produção.
            Até agora foram 54 empresários, que representam 70 comércios diferentes da região (21 comer, 19 dormir, 3 andar, 18 comprar, 5 arte e 4 serviços).

            Somente 3 comércios se recusaram a ser cadastrados, por enquanto.

01) SOBRE A RJ-151:

3 pessoas querem manter a estrada como está, melhorando sua conservação (5,5 %)
37 pessoas querem BLOQUETES (66,6%)
11 pessoas querem a melhoria para BLOQUETES OU ASFALTO (20,3%)
4 pessoas querem o asfalto somente (dessas, 1 quer bloquetes nas vilas) (7,4%)

Ou seja, se houvesse democracia no quesito escolha do calçamento,
o COMÉRCIO de Visconde de Mauá, prefere BLOQUETES ( 66,6 a 87,0%)
em segundo lugar, daria o AFALTO (7,4 a 27,7%)
e na lanterna, deixar como está com melhoria da conservação (5,5%).

(essa enquete somente confirma e reforça a Campanha BLOQUETES NA RJ-151 que estamos  promovendo na região há mais de 10 meses, com uma enquete e um abaixo-assinado.)


02) SOBRE SABER QUE É FACHADA o Nome de Ponto de Informações Turísticas:

32 empresários sabiam que é fachada (59, 2%), 
19 empresários não sabiam disso (35,1%),
3 empresários não quiseram responder... (5,5%)


03) SOBRE A PREFEITURA ASSUMIR O LOCAL ou NO MÍNIMO retirar as Placas que dão a entender que lá é um Ponto de Informações Turísticas:

42 empresários concordam com a retirada das placas, ou que a prefeitura de Resende (ou as três prefeituras da região, ou ainda o ParNa Itatiaia) assuma o local (77,7%),
Nenhuma pessoa foi contra que a prefeitura assumisse
e 12 empresários não responderam....(22,2%)

04) SOBRE O FUTURO PONTO DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS de ITATIAIA:

53 empresários concordam que atenda a todos os comércios independente de estar filiado a alguma entidade (98,1%),
e 1 empresária não respondeu (1,8%).

Rui Takeguma, editor da Revista/Guia O Melhor de Visconde de Mauá

MAUATUR & ASSOMAR = CORRUPÇÃO & AUTOCRACIA



         Neste texto pretendo mostrar um exemplo de corrupção que acontece nos micropoderes nas associações de Visconde de Mauá, e considero que isso seja o mecanismo que mantém o pacto de aceitação dela nos macropoderes. Ou seja, é sabido como o Brasil está em SEGUNDO LUGAR no ranking da corrupção mundial, acho que só perde pra Nigéria (e lá rola bem menos dinheiro desviado que aqui). Mas também é muito fácil ficar falando mal de quem está à distância. É fácil dizer que em Brasília, por exemplo, só tem corruptos e usar o chavão de dizer que todo político é corrupto. Se, por um lado, é claro que boa parte dos que entram na vida política tentam mudar a situação, e com isso, acontecem mudanças, por outro lado, como o sistema está contaminado de pessoas que aceitam a corrupção como natural, as mudanças ficam MUUUUITO lerdas, quando não  acontecem feios retrocessos. Assim, procuro me focar numa ética pro cotidiano, uma política do cotidiano e dos micropoderes.

            A ASSOMAR nasceu numa região que carece de cuidados políticos e sociais, pois está no limite de 3 municípios, de dois estados diferentes. Apesar de existirem outras associações, a mais forte delas é a MAUATUR, que apesar de reunir somente uma pequena parte dos comerciantes locais, serviu historicamente pra atender a demanda desses comerciantes, e hoje tem a pretensão de atuar com o intuito de gerenciar a comunidade e atingir o social. Mas usam de uma política de jogos e se comportam como uma máfia de poderosos e ricos que usam e abusam da região sem quase ninguém arriscar denunciar suas mazelas, usam de uma política de boicotes que grande parte da população conhece e se afasta deles (veja a enquete que publico no mesmo dia deste texto e que já representa a voz de 70 comércios da região). Um exemplo da pretensão da MAUATUR foi pretender se passar por entidade SOCIAL, mas no início deste ano recebeu um NÃO do Ministério da Justiça para se tornar uma ONG social com regalias (uma OSCIP, veja mais info aqui).

            Neste processo de apodrecimento da ética institucional, ou seja, nascer com uma finalidade e  se perder no caminho, se a MAUATUR que busca atender a demanda dos comerciantes que são sócios pagantes a eles começa a querer gerenciar o restante da população, e controlar pessoas nos governos municipais e estaduais a seu desejo, a ASSOMAR adquire outro tipo de desvio, começar a interpretar os desejos da população através de votações que decidam coisas fundamentais sem ter o espaço democrático de que a população se decida sobre eles, sem falar de lideranças que “não têm tempo” de se informar do que acontece na região e dependem das vozes “oficiais”que manipulam as informações pra corromper as ideias e a formação da opinião.

            Na época que a ASSOMAR ainda buscava o viés da democracia, divulgava com antecedência na comunidade uma reunião de PAUTA ESPECÍFICA para se debater projetos que a população pudesse ter tempo de debater em casa com seus familiares e vizinhos, e quem tivesse tempo e oportunidade, iria na reunião decidir sobre aquela pauta. Isso aconteceu sobre a Praça da Maromba, por exemplo, e há pouco tempo. Agora que os diretores e presidência se sentem com a competência de saber o que a população quer, eles não mais precisam desse mecanismo, usam de reuniões comuns pra levantar temas fundamentais da região e acham que têm o direito de decidir e representar ela. É uma opção dessa diretoria, mas como libertário e crítico não comprado por esses mecanismos corruptores dessas associações, divulgo que nesse caminho a ASSOMAR perde o direito de dizer que representa a comunidade, não só porque adota o caminho da AUTOCRACIA, onde poucos decidem por muitos, como por conversar com a comunidade na minha enquete de opinião sei (com dados e assinaturas) que essas decisões tomadas recentemente vão contra a opinião e desejo da maior parte da população. Mas pra isso preciso voltar um pouco no tempo pra contextualizar a situação:

OUTUBRO de 2009
Numa reunião no Vale da Grama, com a presença do governo Estadual e da Prefeitura de Resende, os gestores estaduais propuseram ENFRAQUECER o Conselho Gestor por que este PODERIA prejudicar o andamento das obras da Estrada-Parque. Em 13 de outubro de 2009, o Conselho Gestor recebe três cartas em que a MAUATUR, ACVM e AMA-10 se retiram do Conselho Gestor. Depois desse momento a Prefeitura de Resende também se afasta das reuniões deste.

ABRIL de 2011
A obra da estrada-parque já se mostrava um fiasco total:
-        acabou com a água potável da região da Capelinha de forma permanente, desde final de 2010 essa população de uma região ao pé de uma serra, tem de COMPRAR água mineral pra beber...
-        Produziu um desbarrancamento monstruoso que fechou completamente a RJ-163 por 14 dias no período principal das férias de verão, produzindo de imediato um grande prejuízo para os comerciantes que perderam os turistas, e deixando uma cicatriz permanente na Serra da Pedra Selada que pode ser visto a quilômetros de distância
-        relatórios da APA da MANTIQUEIRA de 4/10/2010 já provavam que a obra tinha saído do projeto e era feita ao gosto do DER (isso mesmo antes dos acidentes acima mencionados)
-        A obra já era pra ser concluída (segundo previsões iniciais), mas como o DER resolveu mudar o projeto, retirar muito mais terra das encostas que o prometido à comunidade (afinal o projeto da Estrada-Parque veio pra atender o desejo de respeito à natureza junto com o crescimento econômico, e não crescimento econômico passando por cima da natureza – senão se faria uma rodovia qualquer) ela estava atrasada e com vários pedidos de suspensão na Justiça.
Para amenizar e tentar desviar a atenção desses problemas, o INEA produz um evento: Seminário sobre os Impactos Socioambientais e Governança na Região de Visconde de Mauá – referentes a pavimentação das RJ-163 e RJ-151. No transcorrer da produção desse seminário acontecem reuniões e uma BOMBA veio a público, inclusive publicadas todas as informações em jornal: um dos diretores da MAUATUR assume as informações que publico acima sobre o ocorrido em 2009. Mostrando que as três associações justificaram sua saída do Conselho a pedido do Governo Estadual, que criaria um Conselho Gestor da Estrada Parque. Mas a medida que este conselho NUNCA foi criado, as associações que se preocupam com a ecologia e as leis deveriam ter voltado ao Conselho Gestor da Microbacia do Alto Rio Preto (mas a MAUATUR, por exemplo, opta em não voltar ao Conselho ainda este ano, mostrando que a criação do Conselho Gestor da Estrada nunca foi o motivo pra saída do outro Conselho).

            Voltando ao mês atual, vamos fazer agora uma retrospectiva dos últimos passos:
-        A MAUATUR percebe que não conseguiu ser OSCIP, e está perdendo poder, já que é a ASSOMAR quem oficialmente representa a população da região (no município de Itatiaia), assim o Vice-Presidente da MAUATUR renuncia ao cargo pra poder se infiltrar na ASSOMAR
-        30 de março de 2012 – por falta de representatividade e participação, não se consegue nem formar duas chapas pra simular uma eleição democrática, e a ASSOMAR “elege” uma nova diretoria, o ex-vice da MAUATUR recebe uma diretoria.
-        11 de abril de 2012 – numa REUNIÃO ORDINÁRIA (ou seja, não foi convocada pra se debater esse tema BOMBA, que saiu em matéria de jornal no ano passado e que há mais de uma semana circula na região o Jornal Tesão contando toda essa história) a ASSOMAR levanta a questão da representatividade no Conselho Gestor, consegue debater, votar e decidir TUDO NUM DIA SÓ (veja link aqui).
-        26 de abril de 2012, chego a publicar no Facebook e no BLOG a falcatrua toda, porém acuso o Vice-presidente da ASSOMAR pela manobra (visto que ele tinha mentido pra mim em questões de anúncio no meu jornal, projetei nele como se fosse um vendido).
-        27 de abril de 2012, procuro o Vice-presidente e ouvindo seus argumentos, recuo nas minhas denúncias, pois se não é um canalha é no mínimo um INGÊNUO com falta de crítica pois por NEUROSE não consegue cumprir acordos de anúncio nem se informar do que acontece na região
-        30 de abril, a publicação deste texto, mostrando minha indignação de ter uma associação que se diz democrática e representativa, mas produz reuniões sem avisar com antecedência a pauta e decidir coisas estruturais a região, divulgo que a ASSOMAR é autocrática, entrou na corrupção do dinheiro rápido e não mais representa a população de Itatiaia no quesito, LEIS AMBIENTAIS para a Estrada-Parque, e ainda adota a política “um peso e duas medidas” que a MAUATUR tem como prática.

            UM PESO E DUAS MEDIDAS

            Tenho a prática de só acusar o que vivo pessoalmente, e junto a este texto publico outro artigo no blog O Pior de Visconde de Mauá mostrando outro exemplo dessa política do ex-vice-presidente da MAUATUR, que foi promovido a infiltrado na diretoria da ASSOMAR, o sr. Ary e sua pousada Moriá. Mas vejamos como a ASSOMAR adota essa política:
            A ASSOMAR divulga quase tudo em seu blog, porém o resultado da reunião de 7 de março de 2012 foi diferente. Naquela reunião a ASSOMAR optou por Bloquetes como o calçamento preferencial pra RJ-151, mas não divulgou isso em seu blog, achei estranho, só divulguei amplamente porque o Daniel Brito faz um relato on-line no Facebook no Grupo Alto do Rio Preto, e  dessa forma fiquei sabendo.
            Agora ao saírem do Conselho Gestor ficou claro: por um lado fazem o papel de ecológicos e democráticos ao proporem pros governos Estadual e Municipal a colocação de BLOQUETES. Digo democráticos, pois todas as pesquisas apontam os Bloquetes como a preferência da população, comerciantes e turistas, inclusive com a Prefeitura de Itatiaia reconhecendo isso em suas publicações que circulam na região. Mas, por outro lado, se afastam do Conselho Gestor da Microbacia do Alto Rio Preto, que tem como uma das funções o monitoramento das obras para que a Estrada-Parque atenda as leis ambientais.
            Pois se a opção pela pavimentação de BLOQUETES fosse a verdadeira escolha da ASSOMAR, ela deveria lutar pra que o asfaltamento destrutivo fosse impedido, como o Conselho Gestor recomendou. Mas agindo na fachada como defensora dos Bloquetes, nunca poderá dizer que lutou contra o não asfaltamento e ficará marcado pra história essa mentira de duas-caras. Dizer e publicar que está lutando por bloquetes, quando ao mesmo tempo se afasta do instrumento que poderia impedir o asfaltamento pra que os bloquetes fossem usados: o Conselho Gestor.

            CORRUPÇÃO

            A ASSOMAR peca não só pelo CONTEÚDO, mas também na forma. Pois se o conteúdo é dizer nas entrelinhas que aceita o projeto de “asfalto passando por cima das leis ambientais”, a FORMA que as lideranças das reuniões se utilizam é a de INCENTIVAR A CORRUPÇÃO.

            Assim, como é fácil falar dos políticos de Brasília, é fácil dizer que corrupção é carregar dólar nas cuecas. Mas isso é o óbvio, ou mais ainda, é o óbvio ululante (até pra brincar que essa moda de dólar na cueca foi aperfeiçoada pelo PT e os mensalões do Congresso Nacional).

            Há mais de meio milênio atrás, um filósofo francês estudou os processos de autoritarismo e submissão e provou que o que está no alto acontece pela colaboração de quem está embaixo. Etienne de La Boetie, em seu Discurso da Servidão Voluntária, explicou uma aparente contradição: porque tantos se submetem a um tirano, um rei, um autoritário, ou um político que rouba? Contradição pois se tantos não gostam de uma situação é só ir lá e mudar a situação, ou seja, se é um tirano, bastam 10 pessoas pra tirar ele do poder (nem que seja na porrada), mas milhares se submetem à tirania. Nesse texto, que virou um tratado clássico da filosofia e política, La Boetie mostra que embaixo desse 1, tem dez que se beneficiam e apoiam e defendem ele, e embaixo de cada um desses 10, o processo se repete, assim, já são cem que defendem e apoiam o tirano, e embaixo dos 100, tem mil que apoiam e defendem, nessa sucessão do mecanismo. Quem está muito abaixo dessa pirâmide de poder pode até falar mal do tirano, mas como está se beneficiando de não estar na parte mais baixo (sempre haverá a miséria por isso) e ainda ganha um pouquinho de benefícios, prefere manter o tirano e falar mal dele a realmente mudar a situação.

         Voltando a ASSOMAR, precisamos mudar a corrupção em todas as instâncias que ela aparece, somente assim poderemos ter a integridade ética de criticar qualquer corrupção, inclusive os 'políticos de Brasília'. Caso não atuemos no cotidiano e onde moramos, estamos falando “com um cadáver entre os dentes” (parafraseando Dusan Makavejev). O argumento das lideranças da ASSOMAR para que se retirassem do Conselho Gestor é dizer que EXISTE UMA VERBA DESTINADA PARA A ESTRADA-PARQUE, e que se a estrada não for construída AGORA, se perderá essa verba. E para que se receba essa verba é necessário que a estrada aconteça sem as leis ambientais, pois atender as condicionantes ambientais ATRASARIA o processo e se perderia essa grana.
            Esse mecanismo corruptor é o mesmo de um empresário que tá com uma pasta cheia de dinheiro e diz para um político que se ele não aceitar aquela grana AGORA, ele perderá aquela verba e as coisas acontecerão de qualquer maneira. A corrupção não é só ganhar dólares, mas sim ser beneficiado mesmo que indiretamente de algo que é ILEGAL. Não que as leis sejam certas e absolutas, muito pelo contrário, as leis só são válidas enquanto respeitam as necessidades da sociedade. Sou totalmente contra leis paternalistas e retrógradas, como muitas que temos no Brasil.
            Agora as LEIS AMBIENTAIS já estão no limite do mínimo, ou seja, cada vez mais perdem espaço para a falsidade dessas políticas de 'desenvolvimento sustentável'. Veja o absurdo atual do NOVO Código Florestal Brasileiro, que atende a ganância dos agropecuaristas e seu poder de enriquecimento as custas da natureza.
            Quando afirmo que a ASSOMAR comprou o boicote ao Conselho Gestor da Microbacia do Alto Rio Preto que a MAUATUR está vendendo há dois anos e meio, comprou com esse jogo de falta de informações e visões oficiais. Primeiro tentar articular a população com promessas falsas que não foram cumpridas e ninguém se responsabiliza ou assume os erros, e o que é pior ainda, depois que se comprovam e divulgam as irregularidades (que os órgãos ambientais que foram criados pra isso) relataram que tudo deve parar, ainda a MAUATUR mantém sua proposta de asfalto-a-qualquer-custo.
            Somente se assumindo os erros que se poderá acreditar que podem continuar as obras cuidando com o ambiente, ou seja, cumprindo as leis de preservação do ambiente. Pois o dinheiro que foi destinado ao Projeto da Estrada-Parque Capelinha-Visconde de Mauá veio para ser construído de UMA FORMA, ou seja, aceitando as condicionantes ambientais, que são mínimas, frente a importância do local para a ecologia como um todo. E se for pra fazer a obra “rapidinho” pra não dar tempo da população se mobilizar e a justiça suspender novamente, depois que estiver pronto o asfalto, ninguém poderá fazer mais nada. Se quem financiou a obra descobrir as armações pra usar o dinheiro pra fazer uma OUTRA estrada, eles devem também retirar a verba.
            Esse procedimento de esvaziar o Conselho Gestor é um crime não só na esfera ambiental, como passa a ser uma tentativa de enganação aos próprios fornecedores da verba para o projeto. Pois aqui não estamos falando de um tipo de corrupção conhecida como “um suborno pra acelerar processos/trâmites burocráticos”, mas devido ao histórico comprovado da RJ-163, seria uma aceitação e conivência de enganar os Bancos que financiaram um projeto ambiental e produzir uma rodovia convencional. Se os políticos corruptos e canalhas usam dessa metodologia pra viver, eu não aceito e denuncio como corrupção e veneno para as possibilidades de uma convivência social democrática. E não acredito que seja essa a ética da população da grande região de Visconde de Mauá (nem de nenhum lugar do mundo...). Por isso anuncio que a ASSOMAR não representa mais a população e se tornou instrumento uma instituição de manipulação de informação, inclusive indo CONTRA os interesses da população.
           
            Assim, o fato de existir uma verba pronta e que tem data pra ser usada, não pode corromper o desejo de se manter a legalidade das exigências para que se CUMPRA O PROJETO. Se a ideia é receber um dinheiro pra construir uma estrada ilegal, e pra isso todos enfraquecem quem poderia denunciar essa ilegalidade, essa ideia é uma ideia corrupta, pois quer corromper um projeto coletivo. Nesse momento do debate, os MAUATURETES da vida, entram num discurso fechado de que ambientalista é contra asfalto. Pura tentativa de desvio de atenção e fuga de argumentar sobre fatos. Pois, esses ambientalistas que são criticados por barrar/suspender ou tentar impedir que as obras sejam feitas sem as condicionantes ambientais, não estão lutando contra o asfalto, estão lutando contra a tentativa criminosa de não cumprir a risca um projeto. O Conselho Gestor nunca foi contra o asfalto, somente luta pra que ele venha da forma que foi prometido.

            FALTA de INFORMAÇÃO ou OPÇÃO PELAS INFORMAÇÕES COMPRADAS??
           
            O genial Ariano Suassuna divide a realidade entre o “mundo real” e o “mundo oficial”, e em seus textos mostra suas contradições e como ele opta em dar voz à cultura popular ao invés da cultura acadêmica-oficial. Sigo por esse caminho, venho mantendo há 19 anos uma publicação independente que neste ano, e neste mês, veio desmascarar a FARSA da ESTRADA-PARQUE, provando isso através de documentação que estou aos poucos publicando em meu blog (inclusive numa página do Facebook chamada A Falsa Estrada Parque de Visconde de Mauá).

            Conversei com o Julio, vice-presidente da ASSOMAR anteontem por mais de hora, e ele me detalhou que NÃO TEVE TEMPO DE LER MEU JORNAL (que inclusive me disse semanas antes que ia mandar um anúncio, mas furou, também por FALTA DE TEMPO). Cheguei a pensar que fosse por motivos pessoais ou medo que a MAUATUR boicotasse sua cervejaria, e por dois dias deixei acusações no FB a ele. Mas revi meu erro e percebo que não houve compra direta, e foi dupla INGENUIDADE a sua atitude em levantar a saída do Conselho Gestor da ASSOMAR.
            Ingenuidade pois disse não saber dos boicotes que a MAUATUR pratica na região a quem vai contra sua política mesquinha e medíocre (foi engraçado que durante nossa conversa que se tornou pública, inclusive com sua esposa participando da fase final de nosso debate, seu funcionário ouviu falar de 'boicotes da MAUATUR' e trouxe um dos exemplos que a região conhece: de como a Lojinha da MAUATUR boicotou a VISCONDE ESCONDE - revista de um editor que também critico por esse jogo de falar uma coisa e fazer outra: se dizer aberto a críticas e quando essas acontecem ele ataca...). Como sou somaterapeuta e sobrevivo independente das atividades alternativas que produzo na região, posso criticar a MAUATUR sem problemas, desde que com argumentos e provas, como tenho feito desde 2009.
            Mas a ingenuidade do Julio se duplica a ter tempo somente pra ler as coisas oficiais. Pois ele leu e apresentou a ASSOMAR uma carta que o Conselho Gestor encaminhou NO ANO PASSADO, em que coerentemente apoia a decisão da Justiça em manter a suspensão da Estrada-Parque QUE NÃO RESPEITE O PROJETO ORIGINAL. Afinal, houve um decreto oficializando as Estradas-Parques, e os órgãos ambientais responsáveis como o ICMBio e APA da Mantiqueira fizeram vários relatórios apontando os DANOS e CRIMES ambientais que o DER praticou na RJ-163. Assim, essa opção do Julio de ler matérias oficiais e não as alternativas é um perigo. Tanto um perigo pra alguém que quer ser Vice-presidente de uma Associação de Moradores, e perigo para um PROFESSOR (coisa que ele pontuou várias vezes em nossa conversa) que ensine essa visão com falta de crítica para seus alunos.
            Um exemplo de matérias OFICIAIS publicadas na imprensa é do Jornal Folha da Serra (sua editora recebe salário da Prefeitura, coisa que quem é alternativo não possui) de sua edição atual (abril a junho de 2012) na qual foi publicada essa NOTA: 

“Atrasam as obras em Visconde de Mauá – Mesmo com o dinheiro do ministério do Turismo para o asfaltamento da RJ-151, no governo do estado do Rio de Janeiro e com pouca coisa para ser feita, a pavimentação foi embargada. Dia 11 de abril acontece a audiência entre as partes interessadas.”

            Nota tendenciosa ao asfaltamento a qualquer custo, e sem divulgar os motivos de porque foi embargada. Assim, se o Vice-presidente só tem tempo pra ler essas notas oficiais e não as matérias alternativas porém REAIS do que acontece da região, ele ficará sendo manipulado pelos poderosos e sem perceber isso... Talvez ficasse melhor só como professor e cervejeiro, causaria menos danos à região. Agora de um vice-presidente de uma entidade que pretende representar uma região, espera-se que tenha abertura pra ver o que o povo quer, não só o que os comerciantes desejam...

            FALTA DE TEMPO É NEUROSE

            Algumas pessoas ainda se dizem COM FALTA DE TEMPO pra fazer certas coisas, seja ler textos sobre a região, seja cumprir promessas verbais de anúncios fechados. Como terapeuta há mais de 20 anos posso garantir que o argumento de falta de tempo é NEUROSE ou INFANTILIDADE.  Pois sabemos que só existe o momento presente, quando falamos de passado ou futuro, são abstrações da linguagem, pois só temos como viver o aqui e agora, e todos têm o mesmo tempo pra viver. Mesmo quando falamos ou pensamos no passado/futuro estamos no presente fazendo isso. Assim, uma criança pode achar que falta tempo pra brincar tudo que quer num dia. Mas os adultos saudáveis aprendem que, como todos os dias são divididos didaticamente em horas, minutos e segundos, simplesmente viver é organizar as prioridades.
            Pena que hoje em dia até os professores argumentem que falta tempo para fazer as coisas, na minha época de escola, uma vez disse que “não tive tempo” pra fazer o dever de casa, o professor respondeu que tempo eu tinha, só não soube usar para isso. O Professor Julio deve aceitar de seus alunos os argumentos que eu tinha, já que ele o faz no seu cotidiano.
            Pra SOMATERAPIA ninguém tem falta de tempo, somente alguns não sabem distinguir suas prioridades e como organizá-las no decorrer dos dias. Todos temos de comer, dormir, cagar e mijar, mesmo sem tempo o organismo produz seu tempo-espaço pra que as coisas aconteçam. Na SOMA e SOMAIÊ, técnica que coordeno, as pessoas aprendem a organizar seu cotidiano pra não ficar achando que falta tempo, e sim saber o que queremos e ter a sinceridade de optar pelo que queremos, sem furar compromissos e justificar depois em falta de tempo.
            Pra uma pessoa que é conhecida e amiga, até se usa essa argumentação de falta de tempo e se aceita, pois existe um contexto de confiança. Mas pra alguém que você não conhece e surge essa desculpa num compromisso que falha, ou não se combina mais nada, ou a pessoa já desconfia que aquele que falhou pode falhar novamente. Se eu chegar num banco e disser que não tive tempo de efetuar um pagamento, a multa é a mesma para uma outra pessoa que não quis fazer o pagamento, ou pra outra que mudou de ideia em não pagar a conta, ou seja, a desculpa não altera o furo.
            Se a pessoa não consegue se organizar e perde tempo com coisas que não são suas prioridades, isso é chamado de neurose. E as pessoas buscam ajuda profissional como a minha pra ajudar a resolver isso (e a melhor ferramente é a Gestalterapia). Mas quando essa falta de tempo de um indivíduo atinge as outras pessoas, isso também é um desvio ético, pois pra ela mesma a pessoa se acha com falta de tempo, mas o outro observador que é atingido por esse mecanismo neurótico de embasso, isso vira um descaso ou descompromisso. Se isso se repete, a pessoa perde a credibilidade frente ao social.
            Assim, falta de tempo é querer fazer mais do que se consegue, ou seja, é neurose pretensiosa, pois se para os capitalistas tempo é dinheiro, para o viver e a biologia tempo é arte.

Rui Takeguma, 30 de abril de 2012, Poção de 7m da Maromba

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ASSOMAR compra as idéias mafiosas da MAUATUR

A Campanha de Bloquetes na RJ-151 tem adversários poderosos e mafiosos.
Já denunciamos e continuamos a brigar por uma pavimentação que responda aos interesses dos moradores e comerciantes da região.

Já sabemos por enquete que realizamos há quase um ano na região, que a grande maioria da população prefere Bloquetes que asfalto, sempre por medidas ecológicas e algumas vezes por estética.

Estamos confirmando este ano, que também os comerciantes e empresários da região preferem os Bloquetes (veja o próximo post, em que divulgamos a primeira parcial da Revista/Guia O MELHOR DE VISCONDE DE MAUÁ.

Inclusive, divulgamos no ALTO DO RIO PRETO NACIONAL, que a ASSOMAR, associação de moradores da região também optou pelos BLOQUETES, inclusive encaminhando pedidos pros governos Municipais e Estaduais.

Mas, como tudo muda, houve uma mudança na ASSOMAR na sua "eleição" (chapa única) de 30 de março de 2012. Inclusive, com a entrada do ex-vice-presidente da MAUATUR na ASSOMAR, que segundo a boca-do-povo, se tornando um espião infiltrado pra direcionar a ASSOMAR pra seguir a cartilha política da MAUATUR.

E vejam as "coincidências": menos de duas semanas depois, dia 11 de abril de 2012 a ASSOMAR se retira do Conselho Gestor da Microbacia do Alto Rio Preto. (LINK AQUI)

Agora vamos fazer uma retrospectiva:

28/09/2008 - Decreto de Resende cria o Conselho Gestor

13/10/2009 - Sem nenhuma razão aparente, 3 entidades (MAUATUR, ACVM e AMA-10) se afastam igualmente e no mesmo dia, por carta, do Conselho Gestor. (LEIA AS CARTAS AQUI)

06/04/2011 - Acontecem 2 reuniões simultâneas na região as 13h: O Conselho Gestor se reúne no Centro Cultural Visconde de Mauá a convite do INEA e outra com a MAUATUR e os Sub-secretários de Ambiente e de Obras, Luiz Firmino e Vicente Loureiro e um dos diretores da MAUATUR, Lauro Caldeira assume publicamente (sem desmentidos) de que participaram de um conchavo político pra enfraquecer o Conselho Gestor.

04/2011 -  É publicado na imprensa o ocorrido nessas reuniões, no jornal Ponte Velha de Resende com ótima matéria (com perguntas que ainda não foram respondidas sobre o assunto e os motivos do conchavo) de Luís Felipe Cesar. (LINK AQUI para a MATÉRIA)

04/2012 - É publicado no ALTO DO RIO PRETO NACIONAL todo o histórico dessa política de decisões de ALGUNS em NOME DA MAIORIA. Que possibilitou o enfraquecimento do Conselho Gestor, e a demora pra que a Justiça e Orgãos Competentes de que se cumprisse o projeto inicial com as condicionates das leis ambientais.

E logo depois, mesmo com a população tendo acesso a todas as informações, se mantém esse boicote ao CONSELHO GESTOR, e sua política de lutar pelas LEIS AMBIENTAIS.



(amanhã completo este texto, mostrando como a ASSOMAR entrou no JOGO da MANIPULAÇÃO E DESVIO DE FOCO, seguindo a cartilha política da MAFIATUR/MAUATUR)

Este texto substitui uma crítica que estava num nível pessoal (pois esclareci os motivos pessoais que estavam gerando uma falsa interpretação do contexto). 

OBSERVAÇÃO de 30 de abril de 2012: acabei escrevendo um texto mais amplo sobre o assunto, entra duplamente, neste blog e no O Pior de Visconde de Mauá)

sábado, 7 de abril de 2012

09/12/2011 - Documentos da LINHA DO TEMPO da Falsa 'E-P'

INAUGURAÇÃO ELEITOREIRA DE OBRA INACABADA

http://assomaritatiaia.blogspot.com.br/2011/12/estrada-parque-de-visconde-de-maua-e.html


http://www.amigosdemaua.net/estrada/embargo_justica.htm

17/12/2012 - Documentos da LINHA DO TEMPO da Falsa 'E-P'

Tipo do Movimento: Decisão

Descrição: Fls. 885/887 - Trata-se de embargos de declaração sustentando o MP a ausência de manifestação quanto ao pedido antecipatório da tutela e quanto a petição de fls. 665/668.

Consigno que o feito já estava concluso para decisão quando o próprio MP apresentou mais uma petição, desta vez de embargos, pleiteando apreciação da petição já constante dos autos, culminando com nova devolução dos autos para sua juntada e o consequente atraso da decisão.

Inicialmente consigno que não houve qualquer omissão deste Juízo, eis que sempre que há ingresso de petição no sistema, necessário que se faça a juntada aos autos para depois decidir, pelo que NÃO ACOLHO OS EMBARGOS. Passo a decidir.

Verifico que o feito já possui 890 páginas em quatro volumes, sem que ainda tenha ocorrido a citação, demonstrando a inegável complexidade da matéria versada nos autos.

Trata-se de ação civil pública onde requer o Ministério Público liminar para suspender as obras de pavimentação das rodovias RJ - 163, que liga a Vila de Capelinha à Vila de Visconde Mauá e RJ - 151 que liga a ´Ponte dos Cachorros´ em Visconde de Mauá à Vila de Maromba.

Requer, ainda, que seja tornado sem efeito todos os atos e licenças expedidas pelo INEA, sob pena de crime de desobediência e multa diária de R$ 100.000,00(cem mil reais).

Pede, por fim, que a ré Fundação Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro - DER/RJ seja obrigado a complementar o EIA/RIMA sobre as obras de pavimentação das rodovias RJ-163 e RJ-151.

As alegações do Ministério Público vêm acompanhadas de sólida prova documental, que não pode ser desprezada, sendo certo que foi nomeado perito para apreciar as questões levantadas, pendente ainda de apresentação de proposta de honorários, como se vê às fls. 660.

Todavia, na petição de fls. 665/668, o Ministério Público requer a apreciação dos pedidos formulados na inicial independente da realização da prova pericial determinada, considerando a farta documentação constante dos autos, que seguramente demonstram a ocorrencia de dano ambiental que não pode persistir, diante da necessidade de complementação do Estudo de Impacto Ambiental/RIMA.

Como se observa no laudo de Vistoria 30/2011, juntado as fls. 669 e seguintes, a estrada revelou inúmeras falhas na execução do projeto, com impactação ambiental grave, inclusive relatando que os procedimentos que acarretaram a lavratura do auto de infração ICMBio 10779 continuam a ser adotados pelo executor da obra, ignorando os cuidados ambientais mínimos para diminuir o impacto ambiental da obra.

Não há que se questionar a importância da obra para toda a região, mas a intervenção humana na área de proteção ambiental deve respeitar o licenciamento deferido, evitando com isso a causação de resultado irremediavelmente irreparável ao dano ambiente, o que certamente trará prejuízo não só às comunidades diretamente envolvidas, mas a toda a população da vasta região das Agulhas Negras.

Por ora, a perícia do Juízo, para efeito de constatação dos danos ambientais, de certa forma, se mostra realmente desnecessária no momento, diante da seriedade dos Instituto Chico Mendes e sua equipe, que através do laudo de vistoria consegue demonstrar o prejuízo que a obra vem causando a região, eis que em desacordo com o licenciamento.

Consta às fls. 712/713 manifestação da parte ré quanto ao pedido antecipatório formulado, entendendo desnecessária a paralisação das obras por ausência de irregularidades. Afirma ter apresentado recurso administrativo contra a multa aplicada, ainda não julgado.

O Superior Tribunal de Justiça se pronuncia, de forma pacífica, sobre a matéria, depreendendo que a proibição do dano ambiental, oponível erga omnes, visa à proteção do direito fundamental indisponível ao meio ambiente equilibrado a que todos têm direito.

Para conferência: AMBIENTAL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. MATA CILIAR. CORTE. ART. 2º DO CÓDIGO FLORESTAL. MATA ATLÂNTICA. DECRETO 750/93. SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO EM VIOLAÇÃO AOS TERMOS DA LICENÇA AMBIENTAL EXPEDIDA.

1. Exceto nos casos de comprovada utilidade pública ou interesse social, a Lei 4.771/65 (Código Florestal) literalmente proíbe a supressão e o impedimento de regeneração da Mata Ciliar, qualquer que seja a largura do curso d'água.

2. A proteção legal como Área de Preservação Permanente ciliar estende-se não só às margens dos ´rios´, mas também às que se encontram ao longo de ´qualquer curso d'água´ (Código Florestal, art. 2º, ´a´, grifei), aí incluídos riachos, córregos, veios d'água, brejos e várzeas, lagos, represas, enfim, todo o complexo mosaico hidrológico que compõe a bacia.

3. O regime jurídico das Áreas de Preservação Permanente ciliares é universal, no duplo sentido de ser aplicável à totalidade dos cursos d'água existentes no território nacional independentemente da sua vazão ou características hidrológicas e de incidência tanto nas margens ainda cobertas de vegetação (Mata Ciliar, Mata Ripária, Mata de Galeria ou Mata de Várzea), como naquelas já desmatadas e que, por isso mesmo, precisam de restauração.

4. Ao juiz descabe afastar a exigência legal de respeito à manutenção de Mata Ciliar, sob o argumento de que se está diante de simples veio d'água, raciocínio que, levado às últimas conseqüências, acabaria por inviabilizar também a tutela das nascentes (¿olhos d'água¿). Mais do que nos grandes rios, é exatamente nesses pequenos cursos d'água que as Matas Ciliares cumprem o papel fundamental de estabilização térmica, tão importante à vida aquática, decorrente da interceptação e absorção da radiação solar.

5. A Constituição Federal ampara os processos ecológicos essenciais, entre eles as Áreas de Preservação Permanente ciliares. Sua essencialidade decorre das funções ecológicas que desempenham, sobretudo na conservação do solo e das águas. Entre elas cabe citar a) proteção da disponibilidade e qualidade da água, tanto ao facilitar sua infiltração e armazenamento no lençol freático, como ao salvaguardar a integridade físico-química dos corpos d'água da foz à nascente, como tampão e filtro, sobretudo por dificultar a erosão e o assoreamento e por barrar poluentes e detritos, e b) a manutenção de habitat para a fauna e formação de corredores biológicos, cada vez mais preciosos em face da fragmentação do território decorrente da ocupação humana.

6. Seria um despropósito tutelar apenas as correntes mais caudalosas e as nascentes, deixando, no meio das duas, sem proteção alguma exatamente o curso d'água de menor volume ou vazão. No Brasil a garantia legal é conferida à bacia hidrográfica e à totalidade do sistema ripário, sendo irrelevante a vazão do curso d'água. O rio não existe sem suas nascentes e multifacetários afluentes, mesmo os menores e mais tênues, cuja estreiteza não reduz sua essencialidade na manutenção da integridade do todo.

7. O Município, contrariando a legislação vigente e os termos da licença expedida, desmatou a Mata Ciliar. 8. A ilegalidade do desmatamento provocado pela Prefeitura de Joinville é patente. A licença expedida pelo Ibama previa, textualmente, que a supressão de vegetação poderia ser feita, desde que ¿respeitados rigorosamente o disposto na letra 'a' do artigo 2º do Código Florestal, Lei 4.711/65, com as alterações introduzidas pela Lei n. 7.803/89, ficando o responsável pela execução dos trabalhos de exploração com a obrigação de preservar a faixa marginal do curso d'água existente na propriedade 9. O descumprimento das exigências da legislação ambiental para a hipótese de supressão da Mata Atlântica é causa de nulidade das autorizações eventualmente concedidas e dos atos praticados (art. 10 do Decreto 750/1993), sendo devida a recomposição ambiental da área afetada. 10. Recurso Especial provido. (Recurso Especial nº 176753/ SC (1998/0040595-0). Segunda Turma. Rel. Ministro Herman Benjamin Julgamento: 7.2.2008. DJe 11.11.2009).

É de conhecimento geral que a pavimentação da estrada RJ- 163, que liga a Vila de Capelinha à Vila de Visconde Mauá, já foi inaugurada pelo Governador Sérgio Cabral, restando então a realização das obras da RJ - 151, que liga a ´Ponte dos Cachorros´ em Visconde de Mauá à Vila de Maromba.

Verificando o que consta dos autos, diante das fotografias e do termo de vistoria do ICM-Bio, que, apesar de contestado administrativamente ainda é válido, tenho que há fundado receio de dano irreparável na continuidade da condução das obras, sendo de destacar que o segundo trecho, RJ 151, fica às margens do Rio Preto, de importância ímpar para a população da região.

Não consta dos autos informações sobre a licitação da segunda parte, pavimentação da RJ 151.

Já há decisão da Justiça Federal, irrecorrida, extinguindo o processo com relação ao IBAMA, que deve prosseguir apenas contra o INEA e o DER-RJ.

Desta forma, por tudo o que consta dos autos, como forma de evitar prejuízo irreparável ao meio ambiente e a toda a população da região das Agulhas Negras, DEFIRO PARCIALMENTE A LIMINAR requerida para determinar seja IMEDIATAMENTE SUSPENSO O PROCESSO DE LICENCIAMENTO DAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO DA RODOVIA RJ-151, que liga a ´Ponte dos Cachorros´ em Visconde de Mauá, a Vila de Maromba, que vem sendo conduzido pelo INEA, com a consequente paralisação das obras porventura iniciadas, sob pena de multa de r$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por dia, bem como concedo a liminar para que o réu DER/RJ complemente o Estudo de Impacto Ambiental / RIMA, com parecer do ICMbio sobre as obras de pavimentação de ambas rodovias, RJ 163 e RJ 151, de forma a eliminar as deficiências descritas na inicial, no prazo de 30 (trinta) dias, pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais).

CITEM-SE os réus para que apresentem defesa, intimando-os da liminar ora deferida. Sem prejuízo, digam as partes se têm interesse na realização de audiência especial como forma de buscar a composição da lide com eventual realização de Termo de Ajustamento de Conduta.

http://srv85.tjrj.jus.br/consultaProcessoWebV2/consultaMov.do?v=2&numProcesso=2010.045.009659-5&acessoIP=internet

OUTRAS MATÉRIAS:

http://www.bloquetesnarj151.blogspot.com.br/2011/12/nova-batalha-vencida-suspensa-estrada.html

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/justica-suspende-pavimentacao-de-estrada-no-rj

http://oglobo.globo.com/rio/justica-suspende-obras-na-rj-151-em-visconde-de-maua-3490088#ixzz1hE6CM1Me

http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,50503,Ministerio%20Publico%20paralisa%20obras%20da%20estrada%20parque.html#axzz1hDhdCtX5

http://assomaritatiaia.blogspot.com.br/2011/12/justica-suspende-obras-na-rj-151-em.html

07/03/2012 - Documentos LINHA DO TEMPO da Falsa 'EP'

Houve reunião da ASSOMAR dia 7 de fevereiro,
http://assomaritatiaia.blogspot.com.br/2012/03/reuniao-da-assomar.html

DANIEL BRITO fez um relato ON LINE da reunião no Grupo do Facebook ALTO DO RIO PRETO
e de lá divulgamos :http://www.bloquetesnarj151.blogspot.com.br/2012/03/assomar-assume-uma-postura-quanto-aos.html